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O REALIDADE

Universos paralelos, música em comum

Poliana Pasa

Se na ilha de Lost há um urso polar em meio à vegetação tropical, na Realidade Paralela há folclore hindu com guitarras pop e U2 com sotaque gaúcho. Porém, ao contrário da série de TV, não há mistério algum na história da banda. A música da cantora Vanessa Longoni e do trio Terratrônix é simplesmente um encontro de talentos. Quatro carreiras de sucesso se complementam para o bem geral dos ouvidos. Não, eles não são um grupo de super-heróis. Mas bem que desejam dominar o mundo.

De fato, o enredo de Realidade Paralela está mais para ação do que para suspense. Desde novembro do ano passado, quando fizeram o primeiro show juntos, na Feira do Livro de Porto Alegre, o quarteto tem estado bastante ocupado. Já passaram por sessões de gravação e por mais alguns espetáculos. Uma das canções registradas com as guitarras de Marcelo Corsetti, a bateria de Luke Faro e os violões de Ângelo Primon é a estréia de Vanessa Longoni na composição. Uma parceria com o também cantor Richard Serraria, Perfume, pente, pensamento é uma canção doce com requintes de bossa nova.

O repertório do grupo traz ainda nomes como Lenine, Pedro Luís e a Parede, Vitor Ramil, Jorge Drexler e Edu Lobo. Para completar, eles colocaram o ritmo dos blocos de afoxé no clássico hippie Aquarius. E aí não há nada de experimentalismo barato. Se as invenções de Vanessa e Terratrônix têm algum segredo, a chave está na cumplicidade e na afinidade musical - algo natural quando se trabalha entre amigos. Mas o nível de entrosamento desses artistas não cabe em descrições. O que se passa nesta Realidade Paralela só quem ouve pode saber.